MANIFESTO DE ALERTA: O CÉU NÃO É UM LABORATÓRIO ou COP 30: Um Chamado Por Justiça Climática

 


Eles chamam de pesquisa.

Mas ninguém perguntou se queríamos ser parte dela.

O céu, que sempre foi abrigo e mistério, tornou-se campo de testes. E o povo, que deveria decidir, segue sem voz, sem informação, sem escolha.

Em 7 de novembro de 2025, a Royal Society publicou o relatório “Resumo da Política de Modificação da Radiação Solar”. Fala-se ali de injeção de aerossóis estratosféricos (SAI) e de clareamento de nuvens marinhas (MCB) — técnicas para refletir a luz do sol e “resfriar” o planeta.

Consulta Pública? Transparência Zero!

Mas o que falta nesse relatório é o essencial: a consulta pública, a transparência, o consentimento. As decisões sobre o céu estão sendo tomadas por órgãos não eleitos e sem prestação de contas.

Enquanto isso, a NASA,  em parceria com o ICAMS (Interagency Council for Advancing Meteorological Services) — anuncia para 2026 e 2027 novas campanhas de pesquisa atmosférica: “Weather and Atmospheric Dynamics (WEATHER)”, “North-American Upstream Feature Recognition and Tropopause Uncertainty Experiment (NURTURE)”. Estudos com plataformas em solo, no ar e no espaço. Mas quem regula o impacto disso? Quem decide o que é seguro? O céu é de todos.

Fontes oficiais:

Esses documentos existem.


Eles falam em governança, mas não em participação.

Falam em inovação, mas não em consequência. O povo está fora da conversa.

Enquanto os relatórios se acumulam, o clima enlouquece.


Ciclones no Sul. Tornados onde nunca houve tornados. E uma estranha coincidência entre os locais de “pesquisa” e as regiões atingidas. Não é teoria. É urgência. É a Terra pedindo para ser ouvida.


E, no hemisfério sul, um ciclone extratropical explode sobre Argentina e Paraguai, atingindo o sul do Brasil com força inédita. Coincidências, diriam alguns. Mas a sincronicidade, lembra Jung, é a linguagem que o inconsciente coletivo usa para se revelar.

COP30- BELÉM- BRASIL

O Brasil é o anfitrião de centenas de líderes discutindo e fechando acordos sobre as mudanças climáticas, no COP30- Belém - Brasil.

Com a desigualdade em foco, um planeta onde todos sofrem, mas poucos decidem; dos indígenas às periferias, somos todos reféns de um jogo que não escolhemos.


COP 30: UM CHAMADO POR JUSTIÇA CLIMÁTICA

A geoengenharia não é apenas um tema técnico,
é um tema moral.
É o futuro sendo decidido sem o povo.
É a manipulação da natureza em nome de um progresso que esqueceu o que é viver em harmonia com ela.

O Brasil, guardião das águas e das florestas,
não pode assistir calado enquanto o céu é privatizado.

Este é um chamado.
Um clamor.
Um lembrete de que a Terra não é um experimento.
É o lar.
É o ventre.
É a nossa casa.

A emergência da ordem a partir do caos

A crença de que um indivíduo não pode mudar “o sistema” ignora a capacidade dos sistemas de reorganizar-se. Ações aparentemente insignificantes podem criar padrões mais amplos, levando a transformações inesperadas. A história está cheia de exemplos: desde figuras como Gandhi, que iniciou movimentos pacíficos contra a colonização, até iniciativas locais que inspiraram mudanças globais, como a transição para economias circulares.
Você que está no COP30, tem voz nas redes, não se cale, porque sem diagnostico verdadeiro não ha cura para o Planeta.

Considerações Finais

Reconhecer a dor para curar com justiça

O presente Manifesto demonstrou que o aquecimento global não pode ser dissociado de uma disputa epistemológica: quem interpreta as causas da crise detém poder para moldar as respostas. A omissão histórica sobre intervenções de geoengenharia, frequentemente apresentadas como solução rápida e tecnocrática, obscurece fatores estruturais e cria novas camadas de desigualdade socioambiental. Ao pôr a “dor oculta” em evidência, este estudo argumenta que qualquer estratégia autêntica de mitigação e adaptação climática deve, antes de tudo, reconhecer a natureza sistêmica desses riscos.

Obrigada por ler


Cordialmente,

Angela Camolese

Designer e pesquisadora independente em ecodesign e sustentabilidade,
autora do projeto Caminhos do Mar e Terra: Essência do Santo Design Global.


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