MANIFESTO DE ALERTA: O CÉU NÃO É UM LABORATÓRIO ou COP 30: Um Chamado Por Justiça Climática
Eles chamam de pesquisa.
Mas ninguém perguntou se queríamos ser parte dela.
O céu, que sempre foi abrigo e mistério, tornou-se campo de testes. E o povo, que deveria decidir, segue sem voz, sem informação, sem escolha.
Em 7 de novembro de 2025, a Royal Society publicou o relatório “Resumo da Política de Modificação da Radiação Solar”. Fala-se ali de injeção de aerossóis estratosféricos (SAI) e de clareamento de nuvens marinhas (MCB) — técnicas para refletir a luz do sol e “resfriar” o planeta.
Consulta Pública? Transparência Zero!
Mas o que falta nesse relatório é o essencial: a consulta pública, a transparência, o consentimento. As decisões sobre o céu estão sendo tomadas por órgãos não eleitos e sem prestação de contas.
Enquanto isso, a NASA, em parceria com o ICAMS (Interagency Council for Advancing Meteorological Services) — anuncia para 2026 e 2027 novas campanhas de pesquisa atmosférica: “Weather and Atmospheric Dynamics (WEATHER)”, “North-American Upstream Feature Recognition and Tropopause Uncertainty Experiment (NURTURE)”. Estudos com plataformas em solo, no ar e no espaço. Mas quem regula o impacto disso? Quem decide o que é seguro? O céu é de todos.
Fontes oficiais:
Royal Society. Solar Radiation Modification Governance Initiative. Publicado em 7 de novembro de 2025.
NASA Science Mission Directorate. ROSES 2024 – Amendment 56, A.24 Weather and Atmospheric Dynamics, NURTURE Campaign. Disponível em: https://science.nasa.gov/researchers/solicitations/roses-2024/amendment-56-a-24-weather-and-atmospheric-dynamics-nurture-campaign-schedule-change/
Esses documentos existem.
Eles falam em governança, mas não em participação.
Falam em inovação, mas não em consequência. O povo está fora da conversa.
Enquanto os relatórios se acumulam, o clima enlouquece.
Ciclones no Sul. Tornados onde nunca houve tornados. E uma estranha coincidência entre os locais de “pesquisa” e as regiões atingidas. Não é teoria. É urgência. É a Terra pedindo para ser ouvida.
E, no hemisfério sul, um ciclone extratropical explode sobre Argentina e Paraguai, atingindo o sul do Brasil com força inédita. Coincidências, diriam alguns. Mas a sincronicidade, lembra Jung, é a linguagem que o inconsciente coletivo usa para se revelar.
COP30- BELÉM- BRASIL
O Brasil é o anfitrião de centenas de líderes discutindo e fechando acordos sobre as mudanças climáticas, no COP30- Belém - Brasil.
Com a desigualdade em foco, um planeta onde todos sofrem, mas poucos decidem; dos indígenas às periferias, somos todos reféns de um jogo que não escolhemos.
COP 30: UM CHAMADO POR JUSTIÇA CLIMÁTICA
A geoengenharia não é apenas um tema técnico,
é um tema moral.
É o futuro sendo decidido sem o povo.
É a manipulação da natureza em nome de um progresso que esqueceu o que é viver em harmonia com ela.
O Brasil, guardião das águas e das florestas,
não pode assistir calado enquanto o céu é privatizado.
Este é um chamado.
Um clamor.
Um lembrete de que a Terra não é um experimento.
É o lar.
É o ventre.
É a nossa casa.
A emergência da ordem a partir do caos
Você que está no COP30, tem voz nas redes, não se cale, porque sem diagnostico verdadeiro não ha cura para o Planeta.
Considerações Finais
Reconhecer a dor para curar com justiça
O presente Manifesto demonstrou que o aquecimento global não pode ser dissociado de uma disputa epistemológica: quem interpreta as causas da crise detém poder para moldar as respostas. A omissão histórica sobre intervenções de geoengenharia, frequentemente apresentadas como solução rápida e tecnocrática, obscurece fatores estruturais e cria novas camadas de desigualdade socioambiental. Ao pôr a “dor oculta” em evidência, este estudo argumenta que qualquer estratégia autêntica de mitigação e adaptação climática deve, antes de tudo, reconhecer a natureza sistêmica desses riscos.
Obrigada por ler
Cordialmente,
Angela Camolese
Designer e pesquisadora independente em ecodesign e sustentabilidade,
autora do projeto Caminhos do Mar e Terra: Essência do Santo Design Global.


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