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A INSUSTENTABILIDADE COMO MÉTODO: Mickey 17 e o design sistêmico do poder

  O humano como número: quando a vida vira protocolo No filme " Mickey 17 " não fala de clonagem . Fala de um Sistema . A clonagem é apenas a tecnologia, Uma narrativa que permite revelar algo mais profundo:  a transformação radical do ser humano em recurso operacional. Os “ Descartáveis ” não têm nome pleno, têm versões. Não têm biografia, têm backup de memória. Não têm morte, têm continuidade funcional. Isso não é ficção científica distante,  é a extrapolação lógica de um mundo  onde governos e corporações já operam por métricas,  KPIs , big data e estatísticas populacionais.  Mickey não é um indivíduo: é um número iterável,  uma peça substituível de um sistema que não pode parar. Quando a morte deixa de ser um limite,  a ética também deixa de ser. Corpo impresso, dor terceirizada A imagem do “carne impressa com aditivos” , um alimento experimental, é brutal porque sintetiza a lógica industrial aplicada à carne humana. Não importa o s...

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